Quando a criança está com febre, muitos pais entram em pânico — é completamente normal. A febre, na maioria das vezes, é um sinal de que algo está acontecendo no organismo, como uma infecção. No entanto, nem sempre a temperatura elevada significa gravidade: a febre é um mecanismo de defesa do corpo, usado para combater vírus e bactérias.
Na Laluna, sabemos como esses momentos podem ser desafiadores para os pais e, por isso, reunimos informações e dicas confiáveis para ajudar você a cuidar do seu filho. Neste artigo, vamos explicar como agir de maneira segura e eficaz, com dicas de conforto, orientações de medicação e sinais de alerta para saber quando procurar ajuda médica.
O que é febre e por que ela aparece
A febre em crianças pode ser assustadora, mas com calma, cuidado e orientação, os pais podem agir de forma eficaz para aliviar o desconforto e apoiar o corpo do pequeno no seu processo de cura. Hidratação, descanso, roupas leves — como os bodies, pijamas e macacões da Laluna — e medicação correta (quando necessária) são pilares fundamentais.
Atenção aos sinais de alerta é essencial: se a febre se prolongar, subir demais ou vier acompanhada de sintomas graves, é hora de procurar ajuda médica sem demora. Com essas orientações, você estará mais preparado para lidar com a febre do seu filho de forma segura, consciente e amorosa — porque, no final das contas, o melhor remédio é a atenção, o cuidado e a presença dos pais.
1. Cuide do conforto da criança: medidas não medicamentosas
Nem sempre é preciso recorrer imediatamente a remédios. Algumas atitudes simples podem ajudar muito a aliviar o desconforto causado pela febre e, em alguns casos, até reduzir a temperatura de forma natural:
- Hidratação: Uma criança com febre transpira mais e pode desidratar facilmente. Ofereça líquidos em pequenas quantidades e com frequência.
- Roupas leves: Evite agasalhar demais. Deixe a criança com roupas confortáveis, de tecidos leves, para favorecer a dissipação de calor.
- Ambiente ventilado: Mantenha o local onde ele está fresco, com ventilação ou ar-condicionado (sem exagerar).
- Banho morno: Um banho com água morna (nunca fria) ou esponjas umedecidas com água nessa temperatura pode trazer alívio e ajudar a regular a temperatura.
- Compressas mornas: Se o banho não for uma opção, compressas mornas aplicadas em áreas como testa, nuca e pulsos ajudam a confortar a criança.
- Repouso: O descanso é fundamental. Permitir que a criança durma e descanse ajuda o corpo a combater a infecção com mais eficiência.
2. Quando usar medicamentos para baixar a febre
Se a criança estiver muito desconfortável, irrequieta, chorando ou apresentar outros sinais (como dor, prostração ou diminuição do apetite), pode ser indicado o uso de antitérmicos. Segundo pediatras, os mais comuns são:
- Paracetamol (acetaminofeno): bastante usado, especialmente se o pediatra recomendou a dose adequada para o peso da criança.
- Ibuprofeno: é outra opção, mas deve ser administrado com cautela e com orientação médica.
- Dipirona: dependendo das recomendações do pediatra, também pode ser usada.
De acordo com a linha de cuidado do SUS, o tratamento com medicamento tem como objetivo principal melhorar o conforto da criança, não apenas “baixar a febre”.
3. Como dar a medicação corretamente
Para usar antitérmicos com segurança, é essencial seguir algumas orientações:
- Calcule a dose pelo peso da criança — nunca administre um remédio infantil só “no olho”; use a dose recomendada pelo pediatra.
- Intervalos entre doses: muitos antitérmicos devem ser dados a cada 4 ou 6 horas, dependendo da substância.
- Não misture medicações diferentes sem orientação: Alternar entre paracetamol e ibuprofeno pode ser possível em alguns casos, mas deve ser feito com muito cuidado e sob orientação de um médico.
- Anote os horários e as doses para evitar erros.
- Evite remédios não recomendados para crianças, como a aspirina, que não deve ser usada por risco de efeitos graves.
4. O que evitar quando a criança tem febre
Alguns cuidados são muito importantes para evitar agravar o quadro:
- Banhos frios ou com gelo não são recomendados: podem causar calafrios e até aumentar a temperatura interna.
- Não use álcool na pele para tentar baixar a febre — além de irritar, pode causar intoxicação.
- Não agasalhe demais a criança, mesmo que ela diga ter frio — o sobreaquecimento pode piorar a febre.
- Evite exercícios ou atividades físicas enquanto tiver febre — o corpo precisa de descanso.
5. Quando se preocupar: sinais de alerta
Nem toda febre precisa de hospitalização, mas há sinais que indicam que é hora de buscar ajuda médica imediatamente:
- Febre muito alta (acima de 39 °C), especialmente se persistente.
- Febre que dura mais de 48 horas em crianças pequenas ou mais de 72 horas em crianças maiores.
- Alterações no estado geral: prostração, sonolência excessiva, irritabilidade intensa.
- Dificuldade para respirar, vômitos persistentes, manchas na pele ou dor forte.
- Convulsão febril (episódio convulsivo desencadeado pela temperatura) — isso exige atendimento médico imediato.
Também vale verificar a caderneta da criança para sinais de risco, especialmente em bebês muito novos.

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6. Por que nem sempre a febre é algo ruim
Mesmo sendo desconfortável, a febre pode ter um papel positivo no processo de recuperação:
- Ela ajuda a combater infecções, porque altas temperaturas dificultam a multiplicação de vírus e bactérias.
- Quando bem tratada, a febre raramente leva a complicações, desde que observados os sinais de alerta e dado o apoio necessário à criança.
- O objetivo não é eliminar a febre de qualquer jeito, mas garantir que a criança fique confortável, hidratada e segura enquanto seu corpo trabalha para se defender.
7. Dicas extras para os pais lidarem com a febre
- Monitoramento constante: Meça a temperatura regularmente, mas evite fazer isso a todo momento — o foco deve ser o bem-estar, não apenas o número no termômetro.
- Diário de sinais: Anote quando a febre começou, qual a temperatura, se tomou remédio, o que aliviou ou piorou — isso ajuda o pediatra a fazer o diagnóstico correto se for necessário.
- Conversa com o pediatra: Antes de administrar qualquer medicação, se for a primeira vez ou se tiver dúvidas, vale ligar para o médico ou buscar orientação.
- Preparação para emergências: Tenha um plano para o que fazer se a febre não ceder ou se surgirem sintomas mais graves. Saber aonde ir (pronto-socorro, UPA, hospital) e como agir dá mais segurança.
Conclusão
A febre em crianças pode ser assustadora, mas com calma, cuidado e orientação, os pais podem agir de forma eficaz para aliviar o desconforto e apoiar o corpo do pequeno no seu processo de cura. Hidratação, descanso, roupas leves e medicação correta (quando necessária) são pilares fundamentais.
Atenção aos sinais de alerta é essencial: se a febre se prolongar, subir demais ou vier acompanhada de sintomas graves, é hora de procurar ajuda médica sem demora. Com essas orientações, você estará mais preparado para lidar com a febre do seu filho de forma segura, consciente e amorosa — porque, no final das contas, no Blog Laluna, acreditamos que o melhor remédio é a atenção, o cuidado e a presença dos pais.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual é a temperatura considerada febre em crianças?
Temperaturas axilares acima de 37,5 °C já são consideradas febre. Acima de 38 °C, recomenda-se monitoramento mais rigoroso.
Posso dar remédio para baixar a febre antes de medir a temperatura?
Não. O ideal é medir a temperatura primeiro e só administrar antitérmico na dose adequada para o peso da criança, seguindo orientação médica.
É seguro usar compressas frias ou álcool na pele?
Não. Compressas frias podem causar calafrios e desconforto, e o álcool na pele pode ser tóxico. Prefira banho ou compressa morna.





