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Dicas

Como baixar a febre de criança: Guia Completo!

Publicado em 14.01.2026 |
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Quando a criança está com febre, muitos pais entram em pânico — é completamente normal. A febre, na maioria das vezes, é um sinal de que algo está acontecendo no organismo, como uma infecção. No entanto, nem sempre a temperatura elevada significa gravidade: a febre é um mecanismo de defesa do corpo, usado para combater vírus e bactérias.

Na Laluna, sabemos como esses momentos podem ser desafiadores para os pais e, por isso, reunimos informações e dicas confiáveis para ajudar você a cuidar do seu filho. Neste artigo, vamos explicar como agir de maneira segura e eficaz, com dicas de conforto, orientações de medicação e sinais de alerta para saber quando procurar ajuda médica.

O que é febre e por que ela aparece

A febre em crianças pode ser assustadora, mas com calma, cuidado e orientação, os pais podem agir de forma eficaz para aliviar o desconforto e apoiar o corpo do pequeno no seu processo de cura. Hidratação, descanso, roupas leves — como os bodies, pijamas e macacões da Laluna — e medicação correta (quando necessária) são pilares fundamentais.

Atenção aos sinais de alerta é essencial: se a febre se prolongar, subir demais ou vier acompanhada de sintomas graves, é hora de procurar ajuda médica sem demora. Com essas orientações, você estará mais preparado para lidar com a febre do seu filho de forma segura, consciente e amorosa — porque, no final das contas, o melhor remédio é a atenção, o cuidado e a presença dos pais.

1. Cuide do conforto da criança: medidas não medicamentosas

Nem sempre é preciso recorrer imediatamente a remédios. Algumas atitudes simples podem ajudar muito a aliviar o desconforto causado pela febre e, em alguns casos, até reduzir a temperatura de forma natural:

  • Hidratação: Uma criança com febre transpira mais e pode desidratar facilmente. Ofereça líquidos em pequenas quantidades e com frequência.
  • Roupas leves: Evite agasalhar demais. Deixe a criança com roupas confortáveis, de tecidos leves, para favorecer a dissipação de calor.
  • Ambiente ventilado: Mantenha o local onde ele está fresco, com ventilação ou ar-condicionado (sem exagerar).
  • Banho morno: Um banho com água morna (nunca fria) ou esponjas umedecidas com água nessa temperatura pode trazer alívio e ajudar a regular a temperatura.
  • Compressas mornas: Se o banho não for uma opção, compressas mornas aplicadas em áreas como testa, nuca e pulsos ajudam a confortar a criança.
  • Repouso: O descanso é fundamental. Permitir que a criança durma e descanse ajuda o corpo a combater a infecção com mais eficiência.

2. Quando usar medicamentos para baixar a febre

Se a criança estiver muito desconfortável, irrequieta, chorando ou apresentar outros sinais (como dor, prostração ou diminuição do apetite), pode ser indicado o uso de antitérmicos. Segundo pediatras, os mais comuns são:

  • Paracetamol (acetaminofeno): bastante usado, especialmente se o pediatra recomendou a dose adequada para o peso da criança.
  • Ibuprofeno: é outra opção, mas deve ser administrado com cautela e com orientação médica.
  • Dipirona: dependendo das recomendações do pediatra, também pode ser usada.

De acordo com a linha de cuidado do SUS, o tratamento com medicamento tem como objetivo principal melhorar o conforto da criança, não apenas “baixar a febre”.

3. Como dar a medicação corretamente

Para usar antitérmicos com segurança, é essencial seguir algumas orientações:

  1. Calcule a dose pelo peso da criança — nunca administre um remédio infantil só “no olho”; use a dose recomendada pelo pediatra.
  2. Intervalos entre doses: muitos antitérmicos devem ser dados a cada 4 ou 6 horas, dependendo da substância.
  3. Não misture medicações diferentes sem orientação: Alternar entre paracetamol e ibuprofeno pode ser possível em alguns casos, mas deve ser feito com muito cuidado e sob orientação de um médico.
  4. Anote os horários e as doses para evitar erros.
  5. Evite remédios não recomendados para crianças, como a aspirina, que não deve ser usada por risco de efeitos graves.

4. O que evitar quando a criança tem febre

Alguns cuidados são muito importantes para evitar agravar o quadro:

  • Banhos frios ou com gelo não são recomendados: podem causar calafrios e até aumentar a temperatura interna.
  • Não use álcool na pele para tentar baixar a febre — além de irritar, pode causar intoxicação.
  • Não agasalhe demais a criança, mesmo que ela diga ter frio — o sobreaquecimento pode piorar a febre.
  • Evite exercícios ou atividades físicas enquanto tiver febre — o corpo precisa de descanso.

5. Quando se preocupar: sinais de alerta

Nem toda febre precisa de hospitalização, mas há sinais que indicam que é hora de buscar ajuda médica imediatamente:

  • Febre muito alta (acima de 39 °C), especialmente se persistente.
  • Febre que dura mais de 48 horas em crianças pequenas ou mais de 72 horas em crianças maiores.
  • Alterações no estado geral: prostração, sonolência excessiva, irritabilidade intensa.
  • Dificuldade para respirar, vômitos persistentes, manchas na pele ou dor forte.
  • Convulsão febril (episódio convulsivo desencadeado pela temperatura) — isso exige atendimento médico imediato.

Também vale verificar a caderneta da criança para sinais de risco, especialmente em bebês muito novos.

menino com febre

Foto: Reprodução

6. Por que nem sempre a febre é algo ruim

Mesmo sendo desconfortável, a febre pode ter um papel positivo no processo de recuperação:

  • Ela ajuda a combater infecções, porque altas temperaturas dificultam a multiplicação de vírus e bactérias.
  • Quando bem tratada, a febre raramente leva a complicações, desde que observados os sinais de alerta e dado o apoio necessário à criança.
  • O objetivo não é eliminar a febre de qualquer jeito, mas garantir que a criança fique confortável, hidratada e segura enquanto seu corpo trabalha para se defender.

7. Dicas extras para os pais lidarem com a febre

  • Monitoramento constante: Meça a temperatura regularmente, mas evite fazer isso a todo momento — o foco deve ser o bem-estar, não apenas o número no termômetro.
  • Diário de sinais: Anote quando a febre começou, qual a temperatura, se tomou remédio, o que aliviou ou piorou — isso ajuda o pediatra a fazer o diagnóstico correto se for necessário.
  • Conversa com o pediatra: Antes de administrar qualquer medicação, se for a primeira vez ou se tiver dúvidas, vale ligar para o médico ou buscar orientação.
  • Preparação para emergências: Tenha um plano para o que fazer se a febre não ceder ou se surgirem sintomas mais graves. Saber aonde ir (pronto-socorro, UPA, hospital) e como agir dá mais segurança.

Conclusão

A febre em crianças pode ser assustadora, mas com calma, cuidado e orientação, os pais podem agir de forma eficaz para aliviar o desconforto e apoiar o corpo do pequeno no seu processo de cura. Hidratação, descanso, roupas leves e medicação correta (quando necessária) são pilares fundamentais.

Atenção aos sinais de alerta é essencial: se a febre se prolongar, subir demais ou vier acompanhada de sintomas graves, é hora de procurar ajuda médica sem demora. Com essas orientações, você estará mais preparado para lidar com a febre do seu filho de forma segura, consciente e amorosa — porque, no final das contas, no Blog Laluna, acreditamos que o melhor remédio é a atenção, o cuidado e a presença dos pais.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é a temperatura considerada febre em crianças?

Temperaturas axilares acima de 37,5 °C já são consideradas febre. Acima de 38 °C, recomenda-se monitoramento mais rigoroso.

Posso dar remédio para baixar a febre antes de medir a temperatura?

Não. O ideal é medir a temperatura primeiro e só administrar antitérmico na dose adequada para o peso da criança, seguindo orientação médica.

É seguro usar compressas frias ou álcool na pele?

Não. Compressas frias podem causar calafrios e desconforto, e o álcool na pele pode ser tóxico. Prefira banho ou compressa morna.

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